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A Eleição de Trump é um Sintoma de Carência por Identidade Nacional

A eleição de Trump é sintomática. Ela demonstra o nível de
adoecimento que há no mundo pela falta de referenciais contundentes na
esfera pública, de ordem não apenas política, mas principalmente moral.
Essa é uma tendência que vem se desenhando nos países vítimas do
“progressismo radical”, demonstrada também pela saída do Reino Unido da
UE. 
A globalização tem provocado uma desconstrução tão marcante das identidades nacionais e, consequentemente, dos próprios sujeitos,
que a sensação de incertezas e a perca
de autoridade do individualismo face ao “coletivismo” e do discurso
“comum”, tem gerado nas pessoas a intenção de buscar o que valoriza mais
os direitos individuais e as garantias de princípios comuns, já
reconhecidos e bem assentados na experiência da história.

Trump, para os norte americanos, é bem mais do que uma escolha
política. Ele é a personificação do quanto a população daquele país está
apelando para obter de volta a representação de identidade nacional,
baseada nos princípios dos seus fundadores, algo bem acentuado no
discurso do até então candidato, interpretado pela mídia “globalitária
como palavras de ódio, mas para a maioria dos americanos uma
demonstração de valor nacional.



Trump, portanto, é um escape. Uma
aposta. Um “menos pior” dentre tudo o que foi posto para ser escolhido,
entre os discursos “coletivistas” que agradariam a cultura
globalitária, multiculturalista e, portanto, cada vez mais esvaída de
identidade, e o discurso nacionalista, ora mais radical, polêmico,
porém, munido de personalidade e, portanto, de representação nacional.

Dessa vez os americanos preferiram se destacar da multidão. Escolheram o “nós” invés de “qualquer coisa”. Viva a democracia!

Abraço e até a próxima!

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